
Começou o frio, chove muito, conseqüências:
- dose dupla de vitamina C;
- capa de chuva. Abandonei a sobrinha, impossível com tanta tralha que levo;
- adeus aos meus almoços na pracinha;
- cuidado redobrado para não escorregar, de novo, nas grades do metrô;
- crise ecológica: botas de plásticos, classificadores de plástico, sacos plásticos etc etc etc;
- desviar dos golpes dos guarda-chuvas;
- tomar um banho das poças de água que se formam, as motos e carros passam sem dar a mínima para os pedestres;
- segurar a ânsia de vômito provocada pela "caatinga", "murrinha", fedor, "cêcê" e sinônimos, misturado com o cheiro de umidade e de mofo dos casacos guardados;
- as flores dão o ar da graça e a grama fica verdinha!
Ontem fui fazer supermercado, porque não tinha mais alternativa, já havia adiado ao máximo. Estava chovendo muito. Enquanto andava até o ponto do tram, desviando das poças, das motos, das bicicletas e das sombrinhas, com duas sacolas pesadas nas mãos, pensei na escolha que fiz: deixar meu conforto e investir em conhecimento lato (cultura, estudo).
As rosas têm espinhos.